Terminou nesta quarta-feira, 26, a série de sete mutirões regulares que marcaram os trabalhos de prevenção e combate à Dengue, Zika e Chikungunya em todo o município de São João da Barra neste verão, de meados de janeiro ao final de fevereiro. Ao todo, no período, foram 6.413 imóveis vistoriados pelo Núcleo de Controle de Zoonoses (NCZ), entre residências e estabelecimentos comerciais, depois dos 1.233 imóveis desta quarta-feira. E subiu para 1.930 a eliminação de depósitos de possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, após os 544 deste último mutirão. Neste mês e meio, foram realizadas ações também nos cemitérios.
Excepcionalmente, desta vez os agentes de endemias atuaram em todos os distritos, com destaque para a Sede, a localidade de Mato Escuro, o distrito de Barcelos; Atafona, na área central e no Trevo de Cuíca; e Grussaí, nos bairros Balneário Chris e Lagoa. Foi incluído o cemitério da localidade de Amparo, que teve desmarcada a ação antes programada, por questões de logística. Os outros três cemitérios do município já haviam passado pela vistoria em ações específicas.
Seis dos sete mutirões foram realizados às sextas-feiras, a partir do dia 17 de janeiro. Este último foi programado para quarta-feira, em função da programação do Carnaval. Apenas a primeira das ações foi realizada ainda sem o resultado do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), que não havia sido liberado. Nas ações posteriores o órgão foi realizando os devidos ajustes, considerando a melhor cobertura no município de 36 mil habitantes.
“Os mutirões foram realizados com grande êxito. Nós sabemos das dificuldades que sempre encontramos não somente nessas ações, como durante as visitas diárias, mas com os mutirões conseguimos dar uma resposta mais rápida nesse período de maior incidência do vetor. Não podemos deixar de apontar também o trabalho realizado pela nossa equipe de perifocal, que atua fazendo a aplicação de veneno para a forma alada do mosquito e ao trabalho feito também pelo UBV pesado (fumacê) em todos os distritos do município, auxiliando no combate ao Aedes aegypti”, destaca o diretor do NCZ, Matheus Moreira.
Para este ano, a expectativa é baixar os números da Dengue em relação aos registrados em todo o ano de 2024, quando foram confirmados 268 casos da doença em todo o município. O pico foi nos meses de março e abril, com a confirmação, respectivamente, de 64 e 60 casos. Nos últimos meses do ano, com as ações de combate e condições meteorológicas mais favoráveis, foi confirmado apenas um caso.
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