Norte Fluminense irá exportar 3.000 toneladas de soja para a Rússia pelo Porto do Açu

SJB

Campos dos Goytacazes irá exportar 1.800 toneladas de soja pelo Porto do Açu. O volume se junta a 1.100 toneladas do produto agrícola escoadas por Macaé, totalizando 3.000 toneladas da carga movimentadas pelo Norte Fluminense. Todo o volume segue armazenado no Açu até que atinja o número necessário para o carregamento do navio com destino à Rússia, previsto para meados de abril. Com o restante da soja, que virá do noroeste de Minas Gerais, esta será a sexta embarcação do produto exportada aos russos pelo Açu. Juntas, as seis operações totalizarão 177 mil toneladas de soja exportadas.

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“O Porto do Açu colocou o Rio de Janeiro no mapa do agronegócio brasileiro em 2020, com a exportação de fertilizantes. Hoje, já temos no portfólio a movimentação de soja, milho e café. No último ano, já tivemos 300 toneladas de soja do Norte Fluminense exportadas pelo Açu. Neste próximo navio, esse volume será dez vezes maior, o que nos reforça como viabilizador do escoamento das produções regionais. Estamos muito otimistas com as próximas movimentações”, pontuou Gustavo Amaral, Gerente Geral do Terminal Multicargas do Porto do Açu.

Segundo dados da Embrapa, no Norte Fluminense há cerca de 300 mil hectares de terras agricultáveis com alta aptidão para a soja e esta é a única região do país com áreas produtivas localizadas a menos de 60 a 150 km de um porto de exportação. Para o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Campos, Ronaldo Bartolomeu, a soja é uma grande oportunidade para o agronegócio regional.

“Nós estamos no quintal do Porto do Açu, o que nos coloca em vantagem em relação aos grandes centros produtores. Em termos de produtividade, não perdemos em nada para outras regiões do país. Temos investido em equipamentos de ponta, preparo de solo, em planejamento e projeção de plantio e colheita, para otimizar custos. Temos ainda, neste caso, o frete mais barato para podermos exportar para qualquer lugar do mundo. Hoje, ainda somos uma gota d’água no oceano, mas o agronegócio nos oferece um leque de oportunidades, com o Açu aqui ao lado”, pontuou Ronaldo Bartolomeu, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Campos.

Até então, toda a movimentação de soja do Porto do Açu é realizada em parceria com a Aliança Agrícola, uma companhia agroindustrial com forte presença global. Para o Diretor Comercial e Logística da Aliança, Felipe Falleiros, o Norte Fluminense tem potencial para se tornar uma nova fronteira agrícola no Brasil.

“A Aliança Agrícola acredita nesse potencial regional e quer caminhar junto com os agricultores locais, ajudando a transformar a soja do Norte Fluminense em protagonista do agronegócio brasileiro. O acesso direto ao Porto do Açu reduz custos, aumenta a competitividade do produtor e atrai investimentos. Nosso compromisso é garantir rota, estrutura e previsibilidade para que essa vocação da terra se torne realidade”, ressaltou Falleiros.

Só em 2024, o Porto do Açu movimentou 231 mil toneladas de cargas do agronegócio, 25% a mais em comparação ao ano anterior. E a expectativa é de que esse número aumente com a expansão do Terminal Multicargas (T-Mult): ainda em 2025, a área de cais operacional do T-Mult contará com 500 metros, com calado de 13,1 metros, e um segundo berço para operar dois navios simultaneamente. Considerando também a expansão da área de armazenagem, a capacidade de movimentação do terminal chegará a 5 milhões de toneladas ao ano.

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Com movimentação crescente, o T-Mult se consolida como um player estratégico na logística de diversas cadeias produtivas, totalizando 22 produtos e 59 clientes no portfólio do terminal.

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