Itaú acelera fechamento de agências em todo o país e já soma mais de 2 mil unidades encerradas em 10 anos

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O Itaú Unibanco, maior banco privado da América Latina, segue em ritmo acelerado de reestruturação e tem fechado centenas de agências em todo o Brasil. Somente em 2024, o banco anunciou o encerramento de 227 unidades físicas, segundo informações da Federação dos Bancários do Paraná (FEEB-PR). A expectativa é de que novos fechamentos continuem ocorrendo ao longo de 2025.

Um levantamento nacional aponta que, entre junho de 2014 e junho de 2025, o Itaú já havia encerrado 2.031 agências, o que equivale a uma média de 3,5 fechamentos por semana. O movimento faz parte da estratégia de digitalização dos serviços bancários, já que mais de 90% das operações atualmente são realizadas por aplicativos e internet banking.

Impacto sobre empregos e atendimento

O enxugamento da rede física preocupa representantes sindicais e clientes. Para os bancários, o fechamento implica em demissões, sobrecarga de trabalho nas agências que permanecem abertas e aumento das filas. Já para os clientes, especialmente em cidades menores e regiões mais afastadas, o encerramento de unidades representa dificuldade de acesso a serviços básicos, como saque, depósito e atendimento presencial.

Aposta no digital

O Itaú justifica a reestruturação pela mudança no perfil do consumidor, que migrou de forma expressiva para os canais digitais. Nos últimos anos, o banco investiu fortemente em tecnologia, com foco na expansão do atendimento via aplicativos, chatbots, internet banking e parcerias com correspondentes bancários.

Apesar disso, sindicatos e entidades representativas alertam que nem todos os clientes estão preparados para a digitalização total, como idosos e pessoas com dificuldades de acesso à internet.

O que esperar

Com o avanço da transformação digital e a busca por redução de custos, especialistas avaliam que a tendência é que o número de agências físicas continue diminuindo nos próximos anos, não apenas no Itaú, mas em todo o setor bancário.

O cenário reforça a necessidade de debate sobre inclusão digital e manutenção de canais acessíveis para todas as faixas da população, garantindo que o avanço tecnológico não amplie desigualdades no acesso aos serviços financeiros.


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