Uma decisão unilateral do Governo do Estado do Rio de Janeiro está gerando sérias consequências para o sistema de saúde de Campos dos Goytacazes e acendendo um alerta em toda a região Norte Fluminense. O cancelamento do cofinanciamento estadual à saúde municipal — recurso essencial para manter atendimentos regionais — levou a uma reunião emergencial nesta quarta-feira (2), no gabinete da Secretaria Municipal de Saúde, com a presença do prefeito Wladimir Garotinho, do vice-prefeito Frederico Paes, além de representantes de hospitais contratualizados e vereadores da base governista.
A principal deliberação da reunião foi clara e direta: Campos deixará de atender pacientes vindos de municípios que não integram a Programação Pactuada Integrada (PPI). Ou seja, a cidade, que há anos é referência em saúde para toda a região, não poderá mais acolher pacientes regulados pelo Estado de cidades sem acordo formalizado.
“O que está acontecendo é que o Governo do Estado regula pacientes de todas as cidades para Campos, sem que essas cidades estejam incluídas na PPI. Com o corte da verba, não temos mais como arcar com isso”, declarou o prefeito Wladimir Garotinho.
Segundo ele, entre seis a oito cidades da região Norte Fluminense fazem parte da pactuação e continuarão sendo atendidas neste primeiro momento. “Mas as demais cidades não poderão mais ser encaminhadas para cá. Já enviamos uma carta aberta solicitando uma audiência de emergência com o governador do Estado”, completou Wladimir.
Hospitais pressionam e pedem diálogo com o Estado
Representantes dos principais hospitais contratualizados da cidade também participaram da reunião e apoiaram a elaboração da carta aberta ao governador, pedindo o restabelecimento imediato do cofinanciamento e a reabertura do diálogo com o município.
“As verbas do Estado não são um favor. Elas são parte de um pacto dentro do SUS. A suspensão dessas verbas impacta diretamente a vida da população e compromete os serviços prestados pelos hospitais”, ressaltou o vice-prefeito Frederico Paes.
O secretário de Saúde, Paulo Hirano, explicou que a ruptura do financiamento compromete cirurgias, tratamentos de câncer e atendimentos especializados, principalmente aos pacientes de outras regiões. “O município não pode continuar bancando sozinho o que é responsabilidade tripartite. Por isso, a prioridade agora será para os campistas”, afirmou.
Ainda de acordo com Hirano, reuniões com o COSEMS (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde) e a CIB-RJ (Comissão Intergestores Bipartite do Estado do Rio) serão realizadas na próxima semana para buscar uma solução conjunta.
📢 O Fiscal do Povo segue acompanhando os desdobramentos deste caso que pode afetar milhares de pacientes de toda a região. A situação é grave e requer atenção de todos os gestores públicos envolvidos.
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