O que era para ser uma noite de festa e diversão se transformou em polêmica na Expoagro de Campos dos Goytacazes. Após anúncio oficial de entrada gratuita para a edição deste ano, visitantes foram surpreendidos por uma exigência de pré-cadastro online e pela cobrança de ingressos que chegaram a custar até R$ 300 para o aguardado show do cantor Natanzinho, marcado para este sábado (9).
O caso, que tem gerado ampla repercussão nas redes sociais e meios de comunicação locais, coloca em xeque a transparência dos organizadores e levanta suspeitas de possível infração ao Código de Defesa do Consumidor (CDC), especialmente no que se refere à publicidade enganosa.
Da gratuidade ao acesso limitado: o que aconteceu?
A Prefeitura de Campos havia divulgado a entrada gratuita como um atrativo democrático para o evento, o que atraiu grande expectativa do público. No entanto, faltando poucos dias para o show principal, foi informado que seria necessário um cadastro antecipado online para ter acesso ao espaço do show — algo que não havia sido previamente divulgado.
O cadastro, com número de vagas limitadas, esgotou rapidamente, deixando milhares de pessoas sem a possibilidade de participação. A alternativa oferecida? A compra de ingressos pagos para áreas exclusivas, como camarotes e setores VIP, com valores que variaram entre R$ 200 e R$ 300.
Pode isso? Especialistas alertam: propaganda enganosa fere direitos
De acordo com o CDC, qualquer mudança nas condições anunciadas de acesso a um evento deve ser comunicada de forma clara, antecipada e transparente. Do contrário, configura-se publicidade enganosa, ferindo o direito à informação do consumidor.
“Ao prometer gratuidade e depois impor condições restritivas ou cobrança, a organização pode estar violando os princípios da boa-fé e do direito à informação. Isso precisa ser apurado com seriedade”, avalia um advogado consultado pelo Jornal O Fiscal do Povo.
O que dizem os organizadores?
Até o momento, a empresa responsável pela produção do show não se posicionou oficialmente sobre as queixas. Internautas também apontam dificuldades em obter informações claras por meio dos canais de atendimento.
Reação popular
A revolta foi generalizada, especialmente entre famílias e jovens que se organizaram para aproveitar o evento gratuito.
“Prometeram uma festa para todos, mas na prática virou show para quem pode pagar”, comentou um morador da Baixada Campista.
O caso pode ir parar no Procon ou até mesmo no Ministério Público, caso consumidores se sintam lesados e decidam formalizar denúncia.
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