São João da Barra apresenta caso de Atafona em seminário nacional sobre resiliência climática em Brasília

SJB

A Prefeitura de São João da Barra marcou presença em um dos principais debates do país sobre mudanças climáticas e os desafios das cidades costeiras. O município foi convidado a palestrar no Seminário Resiliência Climática e Redução de Riscos em Cidades Costeiras, promovido pelo Ministério das Cidades, nesta terça-feira (14), em Brasília (DF).

Representando a prefeita Carla Caputi, a secretária municipal de Meio Ambiente, Marcela Toledo, foi palestrante convidada no evento, que integrou a programação da Pré-COP 30 — encontro preparatório para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), que será realizada em novembro, em Belém (PA).

🌍 Atafona em destaque nacional
Durante o painel “Elevação do nível do mar e seus impactos nas cidades brasileiras”, Marcela apresentou o caso de Atafona, reconhecido pela ONU como um dos 31 pontos mais ameaçados do mundo pela elevação dos oceanos. Segundo o relatório, entre 1990 e 2020, o mar subiu 13 centímetros na região, com projeção de uma nova elevação de 21 centímetros até 2050, colocando São João da Barra entre os casos mais críticos do país.

“Atafona é um retrato do que o avanço do mar pode causar quando a natureza perde o equilíbrio. Mas também é um símbolo da força de um povo que não desiste e de uma gestão que busca soluções baseadas em ciência, planejamento e solidariedade”, destacou Marcela Toledo.

🌱 Soluções sustentáveis e cooperação técnica
A secretária ressaltou que o município vem desenvolvendo ações integradas de adaptação, conservação ambiental e planejamento urbano, alinhadas às diretrizes nacionais de gestão da zona costeira, com apoio técnico de instituições científicas e órgãos federais.

A participação em Brasília reforça o compromisso da prefeita Carla Caputi em buscar parcerias e cooperação federativa para enfrentar os impactos da erosão marinha. O município está na fase final de tramitação para republicar o edital de concorrência pública que contratará uma empresa especializada para elaborar o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) e o projeto de contenção da erosão costeira, considerado inédito no país pela complexidade técnica e ambiental.

📊 Estudo técnico de referência nacional
O EVTEA reunirá análises hidrodinâmicas, fluviais, marinhas, socioeconômicas e climáticas, propondo soluções híbridas e baseadas na natureza, em conformidade com a Lei Federal nº 14.133/2021 e o Guia Nacional de Diretrizes para Prevenção e Controle da Erosão Costeira (MMA, 2018).

“Nosso objetivo é transformar Atafona em um exemplo de reconstrução, mostrando que é possível unir tecnologia, natureza e solidariedade em defesa da vida e do futuro”, afirmou Marcela.

🏛️ Parceria com ministérios federais
Durante o evento, foram formalizados pedidos oficiais aos Ministérios da Integração e Desenvolvimento Regional, do Meio Ambiente e Mudança do Clima e das Cidades para indicação de especialistas que irão compor a Comissão Técnica de Acompanhamento e Avaliação do EVTEA.

A Comissão será responsável por avaliar os produtos técnicos, validar os resultados e garantir a conformidade científica com as diretrizes nacionais de gestão costeira.

“A presença dos ministérios nesse processo é fundamental para assegurar rigor técnico, transparência e cooperação entre os diferentes níveis de governo. A erosão costeira de Atafona é um desafio que ultrapassa as fronteiras municipais — é uma questão de interesse nacional”, concluiu Marcela Toledo.

O caso de Atafona, mais uma vez, coloca São João da Barra no centro das discussões ambientais nacionais, reafirmando o papel do município como referência em gestão climática e ambiental responsável.


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